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Contabilidade para clínicas e consultórios · São Paulo

Mais dinheiro para o seu negócio e menos para o governo. Inteligência tributária que gera economia.

Como a clínica está registrada, quanto sai de pró-labore e onde cada receita é faturada mudam a conta no fim do ano — muitas vezes em dezenas de milhares de reais.

Tese 01 · Equiparação hospitalar

Três requisitos separam sua clínica de uma base de cálculo quatro vezes menor.

A Lei 9.249/95 reduz a presunção de IRPJ de 32% para 8% e a de CSLL de 32% para 12% em serviços hospitalares. O STJ fixou no Tema 217 que o benefício não depende de a empresa ter leitos ou internação — depende da natureza do serviço prestado.

Requisito 01

Ser sociedade empresária

A clínica precisa estar constituída como sociedade empresária, não como sociedade simples. Muitas nascem no registro errado e só descobrem quando tentam o enquadramento. A correção é feita por alteração contratual e migração de registro para a JUCESP.

Requisito 02

Atender às normas da Anvisa

É preciso cumprir os requisitos da RDC 50/2002 quanto à estrutura física e ao funcionamento, com licença sanitária vigente. Na prática, a clínica que já opera regularizada perante a Vigilância costuma atender — o que falta é documentar.

Requisito 03

Prestar serviços hospitalares

O benefício alcança procedimentos, exames e terapias. Não alcança a simples consulta médica ou odontológica. Por isso a análise é por linha de receita: parte do faturamento pode ser equiparada e parte não.

Onde a conta costuma escapar: em São Paulo, a sociedade uniprofissional recolhe ISS fixo por profissional em vez de 5% sobre o faturamento — o que exige registro como sociedade simples, justamente o oposto do que a equiparação pede. Escolher entre um caminho e outro depende do volume de receita e do número de sócios. É uma das primeiras contas do diagnóstico.

Tese 02 · Gestão do Fator R

Clínica é o tipo de empresa que cai no Anexo V sem perceber.

No Simples Nacional, serviços de saúde ficam no Anexo III quando a folha dos últimos doze meses representa ao menos 28% da receita do mesmo período. Abaixo disso, vão para o Anexo V — que começa em 15,5% em vez de 6%. Como clínicas costumam remunerar boa parte do corpo clínico como pessoa jurídica ou autônomo, a folha fica leve e o indicador despenca sem que ninguém acompanhe.

Alíquota efetiva por faixa de receita — mesma clínica, dois anexos
Receita em 12 mesesAnexo IIIAnexo VDiferençaEm reais, por ano
R$ 180.0006,00%15,50%9,50 ppR$ 17.100
R$ 360.0008,60%16,75%8,15 ppR$ 29.340
R$ 720.00011,05%18,13%7,08 ppR$ 50.940
R$ 1.200.00013,03%19,08%6,05 ppR$ 72.540
R$ 1.800.00014,02%19,55%5,53 ppR$ 99.540
R$ 3.000.00016,81%20,93%4,12 ppR$ 123.540
O que muitos erram

Tratar como conta anual

O Fator R é apurado todo mês, sobre os doze meses anteriores. Um trimestre de faturamento alto sem reajuste de pró-labore já derruba o índice — e o anexo muda na competência seguinte, não no ano que vem.

O que compõe

Não é só salário

Entram no cálculo salários, encargos, FGTS e o pró-labore dos sócios. O pró-labore costuma ser a alavanca mais rápida, porque depende só de decisão societária — não de contratar ninguém.

O contrapeso

Aumentar folha tem custo

Elevar o pró-labore gera INSS de 11% até o teto e IRPF na pessoa física. Só vale quando a economia de alíquota supera esse custo — e existe um ponto a partir do qual deixa de valer. Essa fronteira é calculável.

O outro lado do mesmo tema: pró-labore artificialmente baixo também é risco. Sócio que retira quase tudo como distribuição de lucros e quase nada como pró-labore atrai questionamento da Receita e do INSS. A gestão do Fator R bem feita resolve os dois problemas ao mesmo tempo — enquadra no Anexo III e sustenta uma remuneração defensável.

Tese 03 · Modelo híbrido

Nem toda receita é mais barata na pessoa jurídica.

A pessoa física paga até 27,5%, mas pode abater do rendimento as despesas de custeio da atividade pelo livro-caixa. A pessoa jurídica tem alíquota menor, porém tributa a receita bruta e não deduz o custo do consultório. Existem receitas que ficam mais baratas de cada lado — e a maioria das clínicas coloca tudo em um só.

Pessoa física · livro-caixa

Onde a dedução vale mais que a alíquota

  • Deduz aluguel do consultório, água, luz, telefone, material de consumo e salário de secretária ou auxiliar.
  • Deduz contribuição a conselho profissional e sindicato da categoria.
  • Faz sentido quando a estrutura de custo é alta em relação ao volume — o típico consultório próprio com agenda enxuta.
  • Exige carnê-leão mensal e emissão de recibo pelo Receita Saúde, hoje obrigatória.
Pessoa jurídica

Onde a alíquota vence a dedução

  • Alíquota efetiva bem abaixo dos 27,5%, e o lucro distribuído aos sócios é isento de IR.
  • É o lado que comporta a equiparação hospitalar e a gestão do Fator R.
  • Faz sentido para procedimentos, equipe contratada e contratos firmados pela clínica.
  • Tributa a receita bruta: despesa do consultório não reduz a base de cálculo.

A condição que torna tudo isso legítimo: a divisão precisa refletir a realidade. Cada lado tem que ter contrato próprio, estrutura própria e correspondência entre quem foi contratado e quem de fato executou o atendimento. Receita repartida no papel, sem lastro nos fatos, é simulação — e o Fisco desconsidera o arranjo, cobra a diferença e ainda aplica multa qualificada.

Por isso tratamos o modelo híbrido como desenho de operação, não como truque de apuração. Se a clínica não tiver substância para sustentar os dois lados, dizemos que não cabe.

Serviços

Tudo o que a sua clínica precisa.

Tributário

Enquadramento e planejamento

Equiparação hospitalar, monitoramento mensal do Fator R e escolha do regime tributário mais adequado para o perfil da sua clínica.

Recuperação

Créditos tributários

Revisão dos últimos cinco anos para identificar imposto pago a maior, com retificação das declarações e pedido de restituição ou compensação.

Estrutura

Modelo híbrido PF e PJ

Definição do que fica na pessoa física e do que fica na jurídica, com a documentação que sustenta a divisão.

Rotina

Contabilidade mensal

Escrituração contábil e fiscal, apuração de tributos, obrigações acessórias e balancetes em data combinada.

Pessoal

Folha da equipe clínica

Admissões, férias e rescisões, eSocial e FGTS Digital, adicional de insalubridade e enquadramento correto de CBO.

Societário

Abertura e alterações

Constituição, alteração contratual, entrada e saída de sócios e baixa, com protocolo acompanhado na JUCESP até o deferimento.

Quem atendemos

Cada especialidade tem sua estratégia tributária.

Odontologia e implantodontia Clínicas e consultórios médicos Dermatologia Clínicas de estética Nutricionistas Fisioterapia e terapias Psicologia e psiquiatria Diagnóstico por imagem e laboratórios Oftalmologia e day clinics Home care e enfermagem
Como funciona

Do diagnóstico ao primeiro fechamento.

01

Diagnóstico

Analisamos contrato social, CNAEs, folha e últimas apurações. Você recebe um parecer com qual estratégia tributária é melhor para o seu negócio.

02

Adequação

Ajustamos registro societário, pró-labore e estrutura de faturamento, e organizamos a documentação que sustenta cada enquadramento.

03

Rotina mensal

Guias e relatórios sempre antes do vencimento, com acompanhamento mensal do Fator R e canal direto no WhatsApp.

04

Revisão trimestral

Reunião para revisar faturamento, mix de procedimentos e carga tributária. Mudou o perfil da clínica, revisamos o enquadramento.

Contato

Peça o diagnóstico da sua clínica.

Envie os dados e retornamos com a análise inicial de enquadramento e o valor do honorário. Sem compromisso.

EndereçoRua Areia do Rosário, 254 — Jardim Modelo
São Paulo/SP · CEP 02261-060
AtendimentoSegunda a sexta, das 9h às 18h